Fibras ópticas não são todas iguais

O que são fibras ópticas monomodo e multimodo? E porque escolher entre uma e outra pode fazer toda a diferença no seu projeto?

Nem todo mundo sabe, mas há mais de um tipo de fibra óptica no mercado. A escolha entre os modelos disponíveis pode determinar não só se a montagem da rede sairá mais cara ou mais barata, mas se vai funcionar direito.

As fibras se dividem basicamente em multimodo ou monomodo. Por fora elas são bem parecidas e, por serem muito pequenas, é praticamente impossível distingui-las a olho nu. Até o observador mais atento pode se enganar com elas, porque suas medidas também são muito próximas.

Por dentro da fibra

O cabo de fibra óptica é construído de três camadas: o revestimento (parte externa), a casca e o núcleo – que precisam ser constituídos de material reflexivo. Na parte interna, a luz viaja rapidamente enquanto se choca com as bordas, num efeito semelhante ao dos raios de Sol quando batem num espelho.

Os cabos multimodo têm o núcleo menos denso. Por isso, esse núcleo é mais largo e a luz ganha mais espaço para “quicar” lá dentro. Assim, é possível termos o trânsito de vários feixes de luz simultaneamente, desde que tenham o mesmo comprimento de onda. Com essas características, no entanto, o alcance do feixe de luz é menor. A exemplo do Sol: quanto mais a luz bate nas bordas do cabo, mais fraca ela fica – como ocorre com a luz do Sol, que vai sumindo quando refletida de um espelho a outro.

Essas características fazem com que os cabos multimodo sejam uma má escolha para transmissões externas, pois eles têm um alcance máximo de cerca de 2 km. Por outro lado, são ideais para redes internas que interligam computadores em empresas e instituições de ensino, por exemplo.

Menos reflexão, mais distância

Para alcances maiores é preciso usar cabos monomodo, que, ao contrário dos multimodo, têm núcleos mais densos. Dessa forma, cabe apenas um feixe de luz lá dentro, mas ele viaja a longas distâncias sem muita necessidade de se apoiar nas bordas, o que causa menos danos ao sinal.

Os conversores e transceivers voltados a fibras multimodo são mais baratos, pois não precisam usar fontes de luz de qualidade elevada e, geralmente, operam com LED. Já os equipamentos destinados ao monomodo são mais caros, pois usam laser, e a sua potência deve ser proporcional à distância que se deseja alcançar. É preciso prestar atenção a essa questão porque os switches costumam ser compatíveis tanto com fibras multimodo quanto monomodo. Os transceivers são diferentes. Ao escolher o transceiver, você precisará analisar o modelo adequado para uma rede de menor ou de maior alcance.

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